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10/04/2014

Vejam ► ..." Cães ajudam contra o câncer de mama "... "Origem é a mesma em humanos "...'Sou uma sobrevivente'"..."fantástico"... " com o desenho de uma fita cor-de-rosa,"

Vejam► ..." Cães ajudam contra o câncer de 

mama "... "Origem é a mesma em humanos   "

...'Sou uma sobrevivente'

..."fantástico"...  

" com o desenho de uma fita cor-de-rosa,"

Cães ajudam contra o câncer de mama
Cães ajudam contra o câncer de mamaOrigem é a mesma em humanos

Cães ajudam a combater o câncer de mama                                                     

Quando uma mulher idosa 
entregou os 10 cães 
que viviam com ela em um trailer  
na zona rural de Maryland,  
os shih-tzus  
estavam descabelados, 
cheios de pulgas  
e já fazia anos que não tomavam suas vacinas.
 
Uma fêmea bege e marrom chamada Akyra, com muita disposição e o queixo comicamente pronunciado, estava tão mal que os voluntários se negaram a aceitá-la.



Cães ajudam a combater o câncer de mama


As glândulas mamárias de Akyra 
estavam cravejadas de tumores, 
incluindo um do tamanho de uma bola de golfe. 

Seria difícil colocá-la em um lar adotivo e os tratamentos de que ela precisava seriam muito caros. 

Afinal, os tumores poderiam ser malignos.

'Quando meu marido me ligou e disse que deixariam um dos cães para trás por conta dos tumores mamários, eu disse: 'Não vão, não!'', contou Bekye Eckert, de 49 anos, uma apaixonada por cães que vive nos arredores de Baltimore e tratou diversos animais com câncer nas glândulas mamárias.
Eckert conseguiu que Akyra fizesse parte de um programa inovador na Universidade da Pensilvânia, onde oncologistas veterinários estão aprendendo a respeito da progressão do câncer de mama em seres humanos através do tratamento dos tumores mamários de cães que vivem em abrigos.
Assim como o câncer de mama nos seres humanos, tumores nas glândulas mamárias estão entre as formas mais corriqueiras de câncer em cadelas. 

Boa parte dos donos de animais nunca vê esse tipo câncer pois ele é raro em animais que são castrados quando ainda são jovens.  

O câncer de mama canino é causado pelo estrogênio
assim como nos seres humanos, de forma que a 
remoção dos ovários diminui muito os riscos.

Mas entre os cachorros de rua, 
em fêmeas usadas para procriação 
em canis e 
em outras 
fêmeas não castradas, 
uma em cada quatro desenvolve tumores.

Research intern Erica Himmelreich, DVM, examines Akyra, a shih tzu mix, during a consultation at the University of Pennsylvania School of Veterinary Medicine in Philadelphia, Aug. 12, 2013. Mammary cancer in stray dogs can provide scientists at the Penn Vet
X-rays taken of Akyra, a shih tzu mix, to determine if she is eligible for a study at University of Pennsylvania School of Veterinary Medicine, Aug. 12, 2013. Mammary cancer in stray dogs can provide scientists at the Penn Vet

O câncer de mama canino  
reage a muitos dos
 medicamentos quimioterápicos utilizados nos humanos, 
além de apresentarem 
algumas das mesmas anormalidades moleculares. 

Assim como nos seres humanos, 
o risco de tumores aumentam com a idade, 
embora algumas raças, 
especialmente de cachorros pequenos, 
desenvolvam câncer com mais frequência que outras.

Uma vez que os cachorros geralmente possuem 10 glândulas mamárias e costumam apresentar tumores em diversas delas ao mesmo tempo, os animais representam uma ótima oportunidade de pesquisa, permitindo que os cientistas estudem lesões que ocorrem em diferentes estágios do desenvolvimentode benigno a malignos, e nos estágios de transição – todos no mesmo animal.

'Os cachorros nos dão uma resposta possível para a pergunta:  
o que deu errado em nível molecular?', 
afirmou a Dra. Karin Sorenmo, 
chefe de oncologia médica no Penn Vet's Ryan Hospital e 
fundadora do programa de pesquisa sobre o câncer de mama canino  
na universidade em 2009. 
'Podemos estudar os tumores benignos e perguntar: 
O que há de diferente nesse tumor que não muda e não se torna maligno 
como os demais?'

Esse campo de pesquisa, conhecido como oncologia comparativa, é usado para aumentar nossa compreensão da biologia do câncer e adaptar o tratamento dos seres humanos.  
No meio tempo, cães de abrigos para animais abandonados recebem o tratamento.

'Todos os tipos de câncer que ocorrem nos cães, acontecem nos seres humanos e o contrário também é verdade, na maioria das vezes', afirmou o Dr. Chand Khanna, que desenvolveu o programa de oncologia comparativa no Centro de Pesquisa do Câncer, no Instituto Nacional do Câncer.

A cada ano, 
cerca de seis milhões de  
cães e 
um número similar de gatos  
desenvolvem câncer, 
incluindo linfomas não Hodgkin, 
câncer de pulmão, 
de próstata, 
na cabeça e 
no pescoço, 
bem como  
sarcomas de tecidos moles,  
osteosarcomas, 
além de carcinomas mamários.
Esses cânceres que ocorrem de forma espontânea possuem uma diversidade de células que se aproxima mais da doença nos seres humanos do que, por exemplo, um câncer cultivado a partir de uma única célula em um rato, afirmou Khanna.

Quando Eckert levou Akyra ao 
Penn Vet's Ryan Hospital 
em meados de agosto, 
o cachorro já não tinha mais pulgas. 
Ela havia 
tomado banho, 
sido vacinada, 
castrada e 
penteada. 

O pelo havia enrolado em dois cachinhos na cabeça.
Akyra não era a única paciente com câncer de mama canino naquele dia. 

Puddles, 
uma maltês fofinha 
de cinco anos com um grande tumor seria submetida a uma cirurgia. 

Assim como outros cachorros que participam do programa, 
ela carregava uma plaquinha que dizia 'Sou uma sobrevivente'  
com o desenho de uma fita cor-de-rosa, 
sempre presa à coleira para que qualquer pessoa que a adote saiba que ela faz parte de um experimento clínico e precisa voltar à Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade da Pensilvânia para fazer acompanhamento.

Astrid, uma maltês 
com 10 tumores nas glândulas mamárias, 
também estava se preparando para a cirurgia, 
enquanto Amy, uma Rottweiler magricela 
com histórico de câncer de mama canino, 
foi trazida para ver se se qualificaria ao programa.

Um golpe de sorte levou Sorenmo a sua principal colaboradora, Olga Troyanskaya, professora de bioinformática da Universidade de Princeton 
que usa algoritmos de computador  
para estudar a função dos genes e a regulação. 

Ela trouxe sua pastora alemã de 13 anos, Jessie, para que Sorenmo a tratasse em 2006.
'Soube que ela era a melhor oncologista veterinária da região, e dei um jeito de encontrá-la', afirmou Troyanskaya. 

'Eu acho que não chegamos a descobrir qual era o câncer primário de Jessie, mas nos demos muito bem em relação à pesquisa e foi aí que tudo começou'.

Em geral, 
dois conjuntos de amostras do tumor são tirados de cada cão, 
um para o laboratório de patologia, 
e outro para que Troyanskaya realize a análise molecular. 

Astrid, por exemplo, tinha tumores em sete glândulas mamárias 
 que eram, em sua maioria, benignos. 

Porém, o maior de todos mostrou ser maligno.

Um conjunto de amostras tão grande 
é uma mina de ouro para Troyanskaya, 
que busca mudanças na expressão 
de um gene específico 
ou de um grupo de genes, 
ou ainda de caminhos que liguem grupos de genes 
à medida que os tumores se tornam malignos.

'Se conseguirmos encontrar um punhado de mudanças no comportamento de genes ou de suas ligações de forma a termos certeza de que eles estão envolvidos na progressão do câncer, então podemos analisar o câncer em seres humanos e ver qual é o papel desse conjunto de genes lá', afirmou.

A grande esperança de Troyanskaya é identificar as mudanças na expressão dos genes que expliquem a progressão da pré-malignidade para a malignidade, e usar essa nova compreensão para melhorar o diagnóstico e o tratamento, desenvolvendo até mesmo medicamentos capazes de interromper o processo.

Enquanto isso, 
cachorros de rua recebem tratamento gratuito contra o câncer, 

o que aumenta suas chances de conseguirem um lar permanente, 

além de terem a certeza de que serão tratados caso o câncer volte. 

Mais de 100 cachorrinhas já foram tratadas através do programam; e muitas foram adotadas por mulheres que também tiveram câncer de mama.
Para Akyra, as notícias foram ótimas. 

Ela foi operada em agosto, 

os veterinários 
removeram o tumor grande 
e três lesões menores.

O relatório da patologia afirmou que ela estava livre de doenças: nenhum deles era maligno. 

Ela foi adotada por Beth Gardner, consultora de recolocação profissional em Devon, na Pensilvânia.
'Ela é um doce', afirmou Gardner. 

Akyra e um shih-tzu mais velho, 
Peyton, 
 passam os dias correndo pelos muitos hectares de suas terras.

'Não é fantástico?', perguntou Eckert. 'Se não fosse por esse programa, a cachorrinha provavelmente teria sido sacrificada'.

| Por Roni Caryn Rabin- The New York Times News Service/Syndicate


 fonte:
 nytsyn

.br.msn.com/cienciaetecnologia/c%C3%A3es-ajudam-a-combater-o-c%C3%A2ncer-de-mama#page=1
nytsyn

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